Tibi Et Igni foi concluído e seu link de download está disponível no final desta publicação.
A intenção é desvincular grupos Neonazistas da crença popular que afirma que Satanismo e Nazismo são compatíveis. Além disso, é demonstrado em Tib Et Igni diversas contradições que envolvem tanto a O.9.A quanto a Joy Of Satan. Estes grupos mergulham em negacionismos históricos, pseudo ciência, teorias da conspiração e racismo.
Tibi Et Igni: Actvs In Domine Satanas
Hail Satan!
O-moeté Sumarã-gûaçú!
Tibi Et Igni: Actvs In Domine Satanas
Atos de repúdio ao Pseudo Satanismo.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Download Disponível
Marcadores:
Actvs In Domine Satanas,
alegria de satan,
Joy Of Satan,
o.9.a,
o.n.a,
ona,
pseudo,
pseudo satanismo,
Satanas,
Satanismo,
satanismo e nazismo,
Tibi,
Tibi Et Igni,
Trevizoli,
Windson,
Windson Trevizoli
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Joy Of Satan e O.9.A: A Propaganda Nazista do Pseudo Satanismo
Introdução
Os mais moderados talvez achem o título ácido demais. Mas estas páginas referem-se a grupos que defendem a supremacia da dita raça branca. O mais grave aqui é que esse conjunto de manifestações Nazistas é associado a um comportamento típico de um Satanista.
Esta manifestação Neonazista tem alcançado um número cada vez maior de adeptos. Isso se deve ao surgimento da rede World Wide Web (www) que facilitou a circulação de livros, artigos de propaganda e venda de acessórios ligados à política Nacional Socialista. A liberdade proporcionada por essa ferramenta virtual de comunicação permitiu a organização de núcleos onde as reuniões presenciais não são meio principal de comunicação priorizando o contato através de ambientes como grupos em redes sociais e fóruns online. A clandestinidade é outro fator que faz do ambiente virtual o principal meio de encontro entre os integrantes dos diversos grupos Neonazistas no mundo inteiro. Essa política tem se manifestado em grupos Cristãos, grupos Neopagãos e em grupos urbanos como os White Powers. A principal alegação usada por quase todos os grupos simpáticos ao ideal Nacional Socialista é a do negacionismo do Holocausto Judeu e antissemitismo com base no livro “Protocolo dos Sábios de Sião”.
Em grupos Neonazistas temos dois exemplos de tentativa ineficiente de forjar síntese entre Satanismo e Nazismo – Order of Nine Angles (Ordem dos Nove Ângulos; O.9.A, O.N.A) e Joy Of Satan (Alegria de Satan; J.O.S). Estes são compostos por um conjunto de pensamentos equivocados que defendem a inversão de valores Cristãos claramente demonstrados em rituais chamados de missas (sob o argumento de produzirem forças acausais), referências constantes sobre oposição à religião Nazarena (especialmente em rituais), Pseudo-história, citações que defendem o abate de indivíduos ditos como inferiores e o uso de objetos Cristãos em cerimônias como, por exemplo, hóstias. Esses equívocos, antes de mais nada, demonstram uma relação de dependência desses grupos com o pensamento Cristão pois evidencia uma notável influência da filosofia e da religião em questão, especialmente a Católica, para o empreendimento de rituais que são compostos por frases de efeito exclusivamente direcionadas a oposição à fé Nazarena além de objetos religiosos Cristãos. Há também propaganda antissemita em ambos os grupos por serem favoráveis ao Nacional Socialismo e defenderem Adolf Hitler como um líder glorioso.
Na J.O.S (Joy Of Satan) Satan é retratado como uma entidade real e que, nas palavras da Suma Sacerdotisa Maxine Dietrich, faz milagres. Também existem afirmações da existência do deus Judaico/Cristão e a afirmação de que o Cristianismo é um programa Judaico de destruição do povo ariano. Esse grupo acredita que Satan (que aparece como entidade má na cultura Judaica/Cristã e Islâmica e, na tradição Yazidi, como um ser adorado e benevolente) é o deus supremo dos adoradores da cultura politeísta Celta e que se dizem arianos, mesmo não havendo ligação entre Politeísmo Celta e Satanás, seja ele entendido como entidade ou figura arquétipa. Gostaria de ressaltar que nem toda pessoa que resgata a cultura Celta antiga defende a supremacia da suposta raça ariana. Há também a afirmação de que o Cristianismo foi erradicado no programa Nazista de Hitler contrariando qualquer foto do líder Nazista ao lado de membros da Igreja Católica e relatos de conversões de soldados da Waffen SS. Como se não bastasse, Adolf Hitler e Henrich Himmler são chamados de Satanistas e que demonstraram toda a sua manifestação “Satânica” em suas atitudes de expurgo e defesa da Hegemonia política Nacional Socialista.
Em relação O.9.A (Ordem dos Nove Ângulos) – grupo que fala menos sobre o assunto mas possui um ritual especialmente dedicado a seu Führer que, segundo eles, é um enviado dos deuses – há uma manifestação clara de “fazemos propaganda Nacional Socialista mas não somos Nazistas” que é de intrigar pessoas acostumadas com discursos objetivos ao invés de dez linhas que não expressam meia conclusão. Essa ordem afirma ser/não ser uma ordem, existir/nunca ter existido e ser/não ser Satanista – Muito esclarecedor quanto a sua seriedade. A abordagem do Septenário Jogo Estelar, que se encontra em um capítulo dedicado exclusivamente a O.9.A, traz a tona distorções e mutilações do estudo dos tipos psicológicos de Carl Gustav Jung.
Nunca foi segredo que o Satanismo é caracterizado pela busca interior do ser humano em prol de seu desenvolvimento individual – Autoconhecimento. Obviamente, não somente isso. Mas o assunto em questão não é focar em tudo que o Satanismo é mas sim naquilo que ele não é. Existem pontos defendidos pela Joy Of Satan e pela O.9.A que são, segundo as mesmas, um comportamento típico Satânico – incluindo posições políticas incompatíveis a liberdade individual do ser humano (Totalitarismo). A forma mais conveniente de debater as afirmações desses dois grupos é analisar os livros e artigos usados como alicerce desse pensamento e compará-los com a História, com as características gerais do Satanismo e então concluir que Satanismo e Nazismo não podem coexistir na mesma esfera filosófica. Então, é de se esperar que, neste ensaio, não sejam abordados apenas textos e livros pertencentes aos grupos em questão. Livros, ensaios e textos acadêmicos (teses ou dissertações) envolvendo o Nacional Socialismo, Teorias negacionistas, teorias sobre raça ariana ou qualquer outro ponto que estes grupos acreditam serão dissecados amparados de referências bibliográficas específicas, afinal, a averiguação sobre a veracidade das teorias que estes grupos defendem deve ser questionada, analisada e, posteriormente, confirmada ou não.
É mais que necessária a análise individual dos dois grupos afim de não apenas expô-los como Pseudo-Satanistas mas também definir suas principais características e suas diferenças. Isso permite uma conclusão dinâmica a respeito da pseudo-realidade Satânica propagada em livros, artigos online, grupos de redes sociais e fóruns online de cada grupo.
Antes de apresentação individual de cada grupo, há uma pergunta que deve-se fazer a qualquer defensor do Nacional Socialismo dentro do pensamento filosófico Satânico:
Satanismo e Nazismo combinam? Eles podem coexistir em uma mesma esfera filosófica? Se sim, porque?
Os mais moderados talvez achem o título ácido demais. Mas estas páginas referem-se a grupos que defendem a supremacia da dita raça branca. O mais grave aqui é que esse conjunto de manifestações Nazistas é associado a um comportamento típico de um Satanista.
Esta manifestação Neonazista tem alcançado um número cada vez maior de adeptos. Isso se deve ao surgimento da rede World Wide Web (www) que facilitou a circulação de livros, artigos de propaganda e venda de acessórios ligados à política Nacional Socialista. A liberdade proporcionada por essa ferramenta virtual de comunicação permitiu a organização de núcleos onde as reuniões presenciais não são meio principal de comunicação priorizando o contato através de ambientes como grupos em redes sociais e fóruns online. A clandestinidade é outro fator que faz do ambiente virtual o principal meio de encontro entre os integrantes dos diversos grupos Neonazistas no mundo inteiro. Essa política tem se manifestado em grupos Cristãos, grupos Neopagãos e em grupos urbanos como os White Powers. A principal alegação usada por quase todos os grupos simpáticos ao ideal Nacional Socialista é a do negacionismo do Holocausto Judeu e antissemitismo com base no livro “Protocolo dos Sábios de Sião”.
Em grupos Neonazistas temos dois exemplos de tentativa ineficiente de forjar síntese entre Satanismo e Nazismo – Order of Nine Angles (Ordem dos Nove Ângulos; O.9.A, O.N.A) e Joy Of Satan (Alegria de Satan; J.O.S). Estes são compostos por um conjunto de pensamentos equivocados que defendem a inversão de valores Cristãos claramente demonstrados em rituais chamados de missas (sob o argumento de produzirem forças acausais), referências constantes sobre oposição à religião Nazarena (especialmente em rituais), Pseudo-história, citações que defendem o abate de indivíduos ditos como inferiores e o uso de objetos Cristãos em cerimônias como, por exemplo, hóstias. Esses equívocos, antes de mais nada, demonstram uma relação de dependência desses grupos com o pensamento Cristão pois evidencia uma notável influência da filosofia e da religião em questão, especialmente a Católica, para o empreendimento de rituais que são compostos por frases de efeito exclusivamente direcionadas a oposição à fé Nazarena além de objetos religiosos Cristãos. Há também propaganda antissemita em ambos os grupos por serem favoráveis ao Nacional Socialismo e defenderem Adolf Hitler como um líder glorioso.
Na J.O.S (Joy Of Satan) Satan é retratado como uma entidade real e que, nas palavras da Suma Sacerdotisa Maxine Dietrich, faz milagres. Também existem afirmações da existência do deus Judaico/Cristão e a afirmação de que o Cristianismo é um programa Judaico de destruição do povo ariano. Esse grupo acredita que Satan (que aparece como entidade má na cultura Judaica/Cristã e Islâmica e, na tradição Yazidi, como um ser adorado e benevolente) é o deus supremo dos adoradores da cultura politeísta Celta e que se dizem arianos, mesmo não havendo ligação entre Politeísmo Celta e Satanás, seja ele entendido como entidade ou figura arquétipa. Gostaria de ressaltar que nem toda pessoa que resgata a cultura Celta antiga defende a supremacia da suposta raça ariana. Há também a afirmação de que o Cristianismo foi erradicado no programa Nazista de Hitler contrariando qualquer foto do líder Nazista ao lado de membros da Igreja Católica e relatos de conversões de soldados da Waffen SS. Como se não bastasse, Adolf Hitler e Henrich Himmler são chamados de Satanistas e que demonstraram toda a sua manifestação “Satânica” em suas atitudes de expurgo e defesa da Hegemonia política Nacional Socialista.
Em relação O.9.A (Ordem dos Nove Ângulos) – grupo que fala menos sobre o assunto mas possui um ritual especialmente dedicado a seu Führer que, segundo eles, é um enviado dos deuses – há uma manifestação clara de “fazemos propaganda Nacional Socialista mas não somos Nazistas” que é de intrigar pessoas acostumadas com discursos objetivos ao invés de dez linhas que não expressam meia conclusão. Essa ordem afirma ser/não ser uma ordem, existir/nunca ter existido e ser/não ser Satanista – Muito esclarecedor quanto a sua seriedade. A abordagem do Septenário Jogo Estelar, que se encontra em um capítulo dedicado exclusivamente a O.9.A, traz a tona distorções e mutilações do estudo dos tipos psicológicos de Carl Gustav Jung.
Nunca foi segredo que o Satanismo é caracterizado pela busca interior do ser humano em prol de seu desenvolvimento individual – Autoconhecimento. Obviamente, não somente isso. Mas o assunto em questão não é focar em tudo que o Satanismo é mas sim naquilo que ele não é. Existem pontos defendidos pela Joy Of Satan e pela O.9.A que são, segundo as mesmas, um comportamento típico Satânico – incluindo posições políticas incompatíveis a liberdade individual do ser humano (Totalitarismo). A forma mais conveniente de debater as afirmações desses dois grupos é analisar os livros e artigos usados como alicerce desse pensamento e compará-los com a História, com as características gerais do Satanismo e então concluir que Satanismo e Nazismo não podem coexistir na mesma esfera filosófica. Então, é de se esperar que, neste ensaio, não sejam abordados apenas textos e livros pertencentes aos grupos em questão. Livros, ensaios e textos acadêmicos (teses ou dissertações) envolvendo o Nacional Socialismo, Teorias negacionistas, teorias sobre raça ariana ou qualquer outro ponto que estes grupos acreditam serão dissecados amparados de referências bibliográficas específicas, afinal, a averiguação sobre a veracidade das teorias que estes grupos defendem deve ser questionada, analisada e, posteriormente, confirmada ou não.
É mais que necessária a análise individual dos dois grupos afim de não apenas expô-los como Pseudo-Satanistas mas também definir suas principais características e suas diferenças. Isso permite uma conclusão dinâmica a respeito da pseudo-realidade Satânica propagada em livros, artigos online, grupos de redes sociais e fóruns online de cada grupo.
Antes de apresentação individual de cada grupo, há uma pergunta que deve-se fazer a qualquer defensor do Nacional Socialismo dentro do pensamento filosófico Satânico:
Satanismo e Nazismo combinam? Eles podem coexistir em uma mesma esfera filosófica? Se sim, porque?
O link do ensaio completo será disponibilizado brevemente para download.
Tibi Et Igni
Depois do conhecimento livre ter seu ápice no mundo virtual da World Wide Web o outro lado da moeda destacou-se sobre a mesa e evidenciou que, no mundo das ideias livres, a Pseudo-história é divulgada como uma revelação. Em um mundo livre a mentira circula sobre diversos nomes sendo também chamada de “verdade”. Hoje em dia, reafirmar crenças Católicas da idade média dando a isso o nome de Paganismo e negar o Holocausto Judeu são representações da luta contra o imaginário “programa Judaico de destruição do povo ariano” chamado Cristianismo. E se os pobres pagãos, mesmo não acreditando na entidade Satanás, foram postos à fogueira injustamente na idade média, hoje vemos a amargura de grupos que se dizem pagãos e que fazem orações para o diabo – tal como a igreja Romana ensinou na inquisição. Então, para estes indivíduos, as histórias de perseguição dos Cristãos contra os Judeus no império romano não são base para formulação de sequer meia conclusão. Quem diria a perseguição dos Judeus aos Cristãos, bem anterior. Para eles, O Cristianismo e o Judaísmo são um perverso complô. E se o Paganismo original jamais se relacionou com a entidade Satanás temos, atualmente, a infelicidade de ouvir o contrário sem que haja alguma comprovação satisfatória – bibliograficamente comprovada.
Os jovens vão até seus computadores e recebem todo tipo de informação que algum autor consagrou como “verdade”. Nesse ambiente virtual as teorias da conspiração ganham força e os discursos de líderes religiosos leigos sobre religiões alheias sempre acabam na dramática e equivocada relação entre criminalidade e Satanismo. Antes, esses discursos limitavam-se a cultos presenciais. A herança que a igreja Romana deixou – criminalizar o não cristão – é abraçada por Protestantes, Pentecostais, Neopentecostais, Cristãos descomprometidos com sua fé e jovens influenciados por grupos de internet que ensinam pactos com o Diabo.
Hoje qualquer pseudo-intelectual divulga suas teorias sem muitas dificuldades. Grupos surgem aos montes todos os anos, meses e até semanas. Há, porém, uma grande necessidade desses grupos e seus líderes se afirmarem aquilo que chamar mais a atenção facilitando o marketing de sua nova ideia e Satanás sempre figurou como uma boa forma de propaganda. Seja no passado, com a venda de indulgências sob o medo do inferno, ou seja no presente, sob a crença supersticiosa de pactos e aquisição de poderes mágicos – crença que atravessou os séculos. Satanás é um termo que desperta atenção e tem sobre si todo tipo de pensamento depositado.
O Cristianismo Católico com seu conjunto de superstições defendidas na idade média assiste o resultado da Inquisição se arrastar por eras. O mundo que viu o clero Católico extrair, após torturas terríveis, confissões de diálogos com a entidade Satanás contempla uma parcela humana afirmar tais fatos sem a necessidade de uma coação. Esse costume é comumente associado ao Nazismo e a um suposto Satanismo. O suposto em questão varia de cada um desses grupos. Existem algumas diferenças entre os Pseudo-Satanistas que os deixam um pouco afastados. Alguns exaltam o Neopaganismo e desenvolvem teorias esotéricas, apresentam códigos de ética e rituais cerimoniais. Outros, também da corrente esotérica, se dizem Pagãos tradicionais, acreditam em teorias da conspiração, acreditam que o mundo atual é um resultado de um complô Judaico/Cristão e dizem que conversam com Satanás. Este último, por sua vez, demonstra uma dependência do pensamento arcaico Católico e de uma terrível deturpação da filosofia religiosa Yazid. O ambiente da internet ainda proporciona a contemplação desastrosa de grupos supersticiosos baseados em lendas urbanas, músicas fantasiosas e que também fazem proselitismo Nazista. É uma crença baseada no Satanás bíblico. Esses, ao contrário dos grupos Neopagãos, possuem uma linha de pensamento ainda mais rasa. Alguns dos integrantes desses grupos (jovens na maioria dos casos) podendo ser antissemitas ou não. Mas a prática do vandalismo, automutilação e agressões físicas são comuns nesses grupos que descartam um conhecimento mais aprofundado a respeito do que dizem praticar. Acreditam em qualquer coisa que leram na internet mas se afastam sempre de teorias mais complexas, sejam elas verdadeiras ou, como diz Adriano Camargo Monteiro, Esquisoterismos misticóides.
O mundo virtual, comumente usado como ferramenta principal de comunicação entre integrantes desses grupos, funciona como uma máscara. Os pseudônimos são frequentemente usados por membros de grupos Neopagãos Nazistas demonstrando o medo e a covardia daqueles que, sob a desculpa de uma “tradição Satânica”, trocam seus nomes por o de algum deus folclórico. Em uma realidade física esses indivíduos se ocultam e se encolhem em meio as massas que eles atacam virtualmente como se fossem guerreiros Celtas lutando contra a invasão do imaginário programa de destruição da raça ariana.
A realidade Histórica ofusca qualquer linha de pensamento desses grupos. Essa ferramenta não permite o negacionismo do Holocausto Judeu, não permite Satanás figurar como nome próprio de uma entidade e não permite afirmações de que Paganismo consiste em adorar a figura folclórica opositora dos Judeus, Cristãos e Muçulmanos – tão pouco associá-la ao Shaitan dos Yazidis.
A importância de entendermos Satanás como ele realmente é se faz exatamente para quebrar qualquer pilar folclórico apresentado por pessoas que compõem as linhas de pensamento descritas acima. Uma palavra, que em seu contexto original, representa apenas adjetivos e substantivos não pode ser defendida como nome próprio de uma entidade metafísica. Na verdade, Satanás nunca serviu para esse propósito. Ele figura na literatura Judaica, Cristã e Muçulmana com o significado de oposição. O anjo, em um ponto de vista mais comum entre os Cristãos, que se opôs a obedecer um deus supremo e foi condenado. Ele tornou-se um Satanás – opositor, adversário ou obstáculo. Este ponto de vista comum entre os Cristãos é negado por outra parcela sob a alegação de que a bíblia não narra absolutamente nada sobre anjos se rebelarem e serem expulsos. Alguns Teólogos defendem que esse mito foi herdado pelos Judeus durante o cativeiro na Babilônia com a adaptação do mito a respeito de Ahriman – que possuía asas e invadiu o paraíso. No Islamismo, Iblis se recusou ser servo de Adão e foi amaldiçoado passando a ser chamado de Shaitan. O Judaísmo, Cristianismo e Islamismo são culturas que defendem Satanás como condição adquirida após uma condenação e não como um nome próprio. Na cultura Yazid, a oposição de Melek Taus (Shaitan) figura como uma virtude onde ele foi exaltado pelo deus supremo por não aceitar se submeter aos homens. Ele insistiu em obedecer uma ordem anterior à de submissão que dizia para ele jamais servir aos humanos. Perseguir Cristãos e Judeus admitindo a crença em Satanás como entidade expressa dependência de valores destas religiões.
O Satanismo baseia-se na manifestação arquétipa de Satanás justamente por este termo não ser dependente de nenhuma religião para ter significado. Até mesmo a entidade folclórica Satanás é rejeitada por religiões misóginas, Homofóbicas, anti naturais e autoritárias. Nestas religiões Satanás questiona, busca independência e não aceita submissão. Essas características são totalmente discriminadas por essas religiões Monoteístas patriarcais. Então, o termo Satanás, neste contexto, foi usado para descrever a condição de um ser que deu ao homem, como disse Morbitvs Vividvs: “O homem do Éden apenas pastava no paraíso”. Ou seja, nem como personagem folclórico ele se apresenta tão cruel como os líderes das religiões Monoteístas patriarcais. Mas, na realidade – representando como uma entidade, Satanás não existe.
O Satanismo baseia-se na emancipação do indivíduo – responsabilidade, conhecimento de causa e consequência, autopreservação e autoconhecimento. E não foram as religiões Monoteístas patriarcais quem deram a Satanás o significado que ele carrega etimologicamente. Pelo contrário, elas associaram o termo Satanás à figura mais próxima do ser humano em suas literaturas folclóricas. Essa condição, segundo essas crenças, afastam o homem de deus e de sua salvação. Mas devemos observar que essa condição é apenas validada no contexto filosófico/religioso das religiões em questão. A etimologia da palavra é neutra simplesmente dando aspectos de oposição não definindo isso como positivo ou negativo. Sendo assim, a negatividade da condição de Satanás é classificada como negativa com base em um personagem folclórico na Bíblia, Alcorão e Talmude enquanto que, para os Yazidis, ele representa uma atitude positiva de um ser obediente – ainda que, como citado antes, a figura de Satanás no Éden represente o momento em que o homem despertou sua consciência adquirindo independência, dependendo do seu esforço para viver e sujeito às consequências de seus atos – um aspecto positivo onde o homem do Éden, pela primeira vez, desfrutou do livre arbítrio, ainda que condenado posteriormente colocando o livre arbítrio como uma ilusão. Satanás, dentro ou fora das religiões Monoteístas, sendo entidade ou Arquétipo, sempre figurou como sinônimo de busca por independência e questionamento.
As páginas seguintes são atos contra uma linha de pensamento distorcida, mentalidade de rebanho e racista defendida por grupos que louvam o Nazismo, que defendem o conceito distorcido de Politeísmo Celta criado pela igreja romana, que defendem crimes de homicídio em rituais cerimoniais e a ideia de que o Cristianismo foi erradicado pelos Nazistas durante o governo de Hitler. São atos de repúdio ao folclore racista, ao negacionismo do Holocausto Judeu, ao resgate de crenças da idade média e ao Pseudo-Satanismo. São atos de repúdio a ideias que se mostraram fracassadas ao longo dos séculos.
Do fogo para vocês: Atos em nome de Satanás.
O link do ensaio completo será disponibilizado para download em breve.
Os jovens vão até seus computadores e recebem todo tipo de informação que algum autor consagrou como “verdade”. Nesse ambiente virtual as teorias da conspiração ganham força e os discursos de líderes religiosos leigos sobre religiões alheias sempre acabam na dramática e equivocada relação entre criminalidade e Satanismo. Antes, esses discursos limitavam-se a cultos presenciais. A herança que a igreja Romana deixou – criminalizar o não cristão – é abraçada por Protestantes, Pentecostais, Neopentecostais, Cristãos descomprometidos com sua fé e jovens influenciados por grupos de internet que ensinam pactos com o Diabo.
Hoje qualquer pseudo-intelectual divulga suas teorias sem muitas dificuldades. Grupos surgem aos montes todos os anos, meses e até semanas. Há, porém, uma grande necessidade desses grupos e seus líderes se afirmarem aquilo que chamar mais a atenção facilitando o marketing de sua nova ideia e Satanás sempre figurou como uma boa forma de propaganda. Seja no passado, com a venda de indulgências sob o medo do inferno, ou seja no presente, sob a crença supersticiosa de pactos e aquisição de poderes mágicos – crença que atravessou os séculos. Satanás é um termo que desperta atenção e tem sobre si todo tipo de pensamento depositado.
O Cristianismo Católico com seu conjunto de superstições defendidas na idade média assiste o resultado da Inquisição se arrastar por eras. O mundo que viu o clero Católico extrair, após torturas terríveis, confissões de diálogos com a entidade Satanás contempla uma parcela humana afirmar tais fatos sem a necessidade de uma coação. Esse costume é comumente associado ao Nazismo e a um suposto Satanismo. O suposto em questão varia de cada um desses grupos. Existem algumas diferenças entre os Pseudo-Satanistas que os deixam um pouco afastados. Alguns exaltam o Neopaganismo e desenvolvem teorias esotéricas, apresentam códigos de ética e rituais cerimoniais. Outros, também da corrente esotérica, se dizem Pagãos tradicionais, acreditam em teorias da conspiração, acreditam que o mundo atual é um resultado de um complô Judaico/Cristão e dizem que conversam com Satanás. Este último, por sua vez, demonstra uma dependência do pensamento arcaico Católico e de uma terrível deturpação da filosofia religiosa Yazid. O ambiente da internet ainda proporciona a contemplação desastrosa de grupos supersticiosos baseados em lendas urbanas, músicas fantasiosas e que também fazem proselitismo Nazista. É uma crença baseada no Satanás bíblico. Esses, ao contrário dos grupos Neopagãos, possuem uma linha de pensamento ainda mais rasa. Alguns dos integrantes desses grupos (jovens na maioria dos casos) podendo ser antissemitas ou não. Mas a prática do vandalismo, automutilação e agressões físicas são comuns nesses grupos que descartam um conhecimento mais aprofundado a respeito do que dizem praticar. Acreditam em qualquer coisa que leram na internet mas se afastam sempre de teorias mais complexas, sejam elas verdadeiras ou, como diz Adriano Camargo Monteiro, Esquisoterismos misticóides.
O mundo virtual, comumente usado como ferramenta principal de comunicação entre integrantes desses grupos, funciona como uma máscara. Os pseudônimos são frequentemente usados por membros de grupos Neopagãos Nazistas demonstrando o medo e a covardia daqueles que, sob a desculpa de uma “tradição Satânica”, trocam seus nomes por o de algum deus folclórico. Em uma realidade física esses indivíduos se ocultam e se encolhem em meio as massas que eles atacam virtualmente como se fossem guerreiros Celtas lutando contra a invasão do imaginário programa de destruição da raça ariana.
A realidade Histórica ofusca qualquer linha de pensamento desses grupos. Essa ferramenta não permite o negacionismo do Holocausto Judeu, não permite Satanás figurar como nome próprio de uma entidade e não permite afirmações de que Paganismo consiste em adorar a figura folclórica opositora dos Judeus, Cristãos e Muçulmanos – tão pouco associá-la ao Shaitan dos Yazidis.
A importância de entendermos Satanás como ele realmente é se faz exatamente para quebrar qualquer pilar folclórico apresentado por pessoas que compõem as linhas de pensamento descritas acima. Uma palavra, que em seu contexto original, representa apenas adjetivos e substantivos não pode ser defendida como nome próprio de uma entidade metafísica. Na verdade, Satanás nunca serviu para esse propósito. Ele figura na literatura Judaica, Cristã e Muçulmana com o significado de oposição. O anjo, em um ponto de vista mais comum entre os Cristãos, que se opôs a obedecer um deus supremo e foi condenado. Ele tornou-se um Satanás – opositor, adversário ou obstáculo. Este ponto de vista comum entre os Cristãos é negado por outra parcela sob a alegação de que a bíblia não narra absolutamente nada sobre anjos se rebelarem e serem expulsos. Alguns Teólogos defendem que esse mito foi herdado pelos Judeus durante o cativeiro na Babilônia com a adaptação do mito a respeito de Ahriman – que possuía asas e invadiu o paraíso. No Islamismo, Iblis se recusou ser servo de Adão e foi amaldiçoado passando a ser chamado de Shaitan. O Judaísmo, Cristianismo e Islamismo são culturas que defendem Satanás como condição adquirida após uma condenação e não como um nome próprio. Na cultura Yazid, a oposição de Melek Taus (Shaitan) figura como uma virtude onde ele foi exaltado pelo deus supremo por não aceitar se submeter aos homens. Ele insistiu em obedecer uma ordem anterior à de submissão que dizia para ele jamais servir aos humanos. Perseguir Cristãos e Judeus admitindo a crença em Satanás como entidade expressa dependência de valores destas religiões.
O Satanismo baseia-se na manifestação arquétipa de Satanás justamente por este termo não ser dependente de nenhuma religião para ter significado. Até mesmo a entidade folclórica Satanás é rejeitada por religiões misóginas, Homofóbicas, anti naturais e autoritárias. Nestas religiões Satanás questiona, busca independência e não aceita submissão. Essas características são totalmente discriminadas por essas religiões Monoteístas patriarcais. Então, o termo Satanás, neste contexto, foi usado para descrever a condição de um ser que deu ao homem, como disse Morbitvs Vividvs: “O homem do Éden apenas pastava no paraíso”. Ou seja, nem como personagem folclórico ele se apresenta tão cruel como os líderes das religiões Monoteístas patriarcais. Mas, na realidade – representando como uma entidade, Satanás não existe.
O Satanismo baseia-se na emancipação do indivíduo – responsabilidade, conhecimento de causa e consequência, autopreservação e autoconhecimento. E não foram as religiões Monoteístas patriarcais quem deram a Satanás o significado que ele carrega etimologicamente. Pelo contrário, elas associaram o termo Satanás à figura mais próxima do ser humano em suas literaturas folclóricas. Essa condição, segundo essas crenças, afastam o homem de deus e de sua salvação. Mas devemos observar que essa condição é apenas validada no contexto filosófico/religioso das religiões em questão. A etimologia da palavra é neutra simplesmente dando aspectos de oposição não definindo isso como positivo ou negativo. Sendo assim, a negatividade da condição de Satanás é classificada como negativa com base em um personagem folclórico na Bíblia, Alcorão e Talmude enquanto que, para os Yazidis, ele representa uma atitude positiva de um ser obediente – ainda que, como citado antes, a figura de Satanás no Éden represente o momento em que o homem despertou sua consciência adquirindo independência, dependendo do seu esforço para viver e sujeito às consequências de seus atos – um aspecto positivo onde o homem do Éden, pela primeira vez, desfrutou do livre arbítrio, ainda que condenado posteriormente colocando o livre arbítrio como uma ilusão. Satanás, dentro ou fora das religiões Monoteístas, sendo entidade ou Arquétipo, sempre figurou como sinônimo de busca por independência e questionamento.
As páginas seguintes são atos contra uma linha de pensamento distorcida, mentalidade de rebanho e racista defendida por grupos que louvam o Nazismo, que defendem o conceito distorcido de Politeísmo Celta criado pela igreja romana, que defendem crimes de homicídio em rituais cerimoniais e a ideia de que o Cristianismo foi erradicado pelos Nazistas durante o governo de Hitler. São atos de repúdio ao folclore racista, ao negacionismo do Holocausto Judeu, ao resgate de crenças da idade média e ao Pseudo-Satanismo. São atos de repúdio a ideias que se mostraram fracassadas ao longo dos séculos.
Do fogo para vocês: Atos em nome de Satanás.
O link do ensaio completo será disponibilizado para download em breve.
Assinar:
Postagens (Atom)